Mais do que em todas as outras vezes que constatei isso, de modo algum, o doutorado é um trabalho puramente individual. Nos últimos anos tenho passado por alguns desafios pessoais e problemas de saúde com familiares que contam comigo para o apoio necessário. Há também minhas próprias dificuldades e limitações, como acontece com todo mundo. Uma dessas minhas dificuldades é minha natureza controladora.
Pois bem! Quanto mais o doutorado avança, e as questões pessoais que referi se intensificam e requerem mais do meu tempo e energia, eu percebo a importância dos múltiplos apoios que recebo. No atual momento ter o controle de tudo é absolutamente inviável. Então, o que fazer?
A receita aqui está no minímo viável diário e no aceitar, cheia de gratidão, cada apoio que recebo. E não só o apoio emocional, mas principalmente o auxílio de fato, na realização de tarefas do dia a dia e na dedicação de seu próprio tempo.
Há pessoas que seguram alguns dos vários pratinhos que eu tenho que equilibrar enquanto pesquiso. No trabalho tenho alguns colegas que conseguem manter o ambiente leve e estão sempre prontos para dialogar e renegociar prazos, quando é preciso. Em casa, o marido é essencial. Sei que posso contar com ele. Ele toma iniciativas e me lembra que eu também preciso descansar. Há ainda os bons amigos que a vida acadêmica me deu na minha área (por todos, tenho que destacar Ana Rita e Ana Poças) e noutras áreas científicas (por todos, Júlia e Leo – https://ferramentasparadoutorandar.wordpress.com/) . Estes bons amigos compõem uma comunidade e dividem comigo os sentimentos que o doutorado me traz.
Pra quem ainda não tem uma rede de apoio, recomendo muito que busquem a sua ou reconheçam os seus. Meu doutorado é meu, mas não seria se não fossem estas pessoas tão queridas.