Sou uma doutoranda que, além de trabalhar na pesquisa, tem trabalho em tempo integral como servidora pública e professora. Felizmente já cumpri minhas disciplinas todas, mas tenho uma tese para entregar.
Em casa não temos empregados e eu acho importante preparar nossas refeições em casa, com comida de verdade e também dormir de sete a oito horas por noite.
Estas minhas vontades e obrigações às vezes me colocam, mesmo com meu dedicado planejamento semanal, em algumas dificuldades para “dar conta de tudo”.

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A minha solução foi adotar um conceito muito simples denominado “mínimo viável diário” para todas as coisas que são realmente importantes e que precisam ser feitas, ou, caso contrário, eu vou ter problemas mais difíceis de resolver no futuro ou em breve.
Pois bem, eu planejo a minha semana e então eu sei o que acontecerá e crio meus blocos de tempo de trabalho e de estudo, conforme as agendas dos meus trabalhos e minha própria disponibilidade de energia para os tipos de tarefa.
Mas eu sei que coisas podem acontecer no meio do caminho. Pode aparecer um compromisso com o qual eu não contava e que eu não posso recusar, demandas de outras pessoas podem acabar sobrando para mim, eu posso ficar doente ou simplesmente me cansar mais do que eu gostaria com certa atividade… enfim, a vida é assim mesmo. A gente planeja, mas muita coisa pode influenciar nossos planos e nossa produtividade.
Em geral, o que mais influencia minha mudança de planos é o meu nível de energia, minha disposição física e mental para fazer certas coisas.
De qualquer forma, o que me salva é ter uma lista do meu mínimo víavel diário para cada área essencial na minha vida. O mínimo não é o ideal, não é o que eu deveria fazer sempre, mas é o necessário para que as coisas não saiam do controle até que eu possa dar a correta atenção para elas. Segue o meu mínimo viável diário:
Fazer minhas refeições adequadamente (comida de verdade); Se eu não conseguir preparar, simplifico e peço um delivery mais saudável;
Dormir sete horas por noite;
Ler pelo menos 5 páginas de um texto em que esteja trabalhando para a minha tese;
Escrever pelo menos dois parágrafos (a ideia é só me manter em contato com a tese, mesmo que depois não possam ser bem aproveitados);
Fazer 15 minutos de alongamento ou qualquer atividade física;
Responder mensagens e emails urgentes (o que não for urgente, espera);
Cumprir os prazos do dia (contas a pagar, parecer para finalizar, atividade para corrigir, notas para publicar) ou renegociá-los para o futuro;
É o ideal? Não.
Eu consigo fazer isso? Consigo!
Mesmo nos dias mais corridos, mais cansativos, com menos energia, eu consigo fazer isso. E com isso garanto que não vou me desconectar da minha tese e que minha sobrevivência está garantida. É o essencial neste específico momento.
Nos dias difíceis isto é o suficiente. A louça na pia pode esperar, compromissos e prazos adiáveis podem ser adiados, minha lição daquele curso em que me matriculei pode ser feita outro dia, o preenchimento daquela planilha também e a maioria das minhas tarefas pode ser adiada.
Quando a minha energia houver melhorado ou quando a correria passar (às vezes isso acontece no mesmo dia ou no seguinte), eu volto ao meu ideal.
O importante é ter consciência de que é isto que estou fazendo e ter o controle correto dos meus prazos e tarefas a fazer (Viva a agenda e a lista de tarefas organizadas!).
Sabendo bem disso, eu sei que o mundo não vai acabar só porque eu diminuí o ritmo num ou outro dia.
E isto ainda me ajuda a observar porque o dia foi caótico ou difícil e buscar soluções para a raiz do problema. Estou doente? procuro ajuda médica. Me planejei mal? Vou ter mais cautela na organização das tarefas nas semanas seguintes. Me deixei perturbar ou envolver pelas tarefas de outras pessoas? Vou dialogar com a pessoa e sugerir alternativas. E assim por diante.
Te convido a pensar sobre o seu mínimo viável diário.
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